quarta-feira, 8 de julho de 2009

E os esquisitos do caminho...

Duas amigas descem no metrô Vila Mariana e saem em busca de um ônibus que passasse na Lins de Vasconcelos.

No ponto, entre as cinqüenta e poucas pessoas que lá estavam ele escolhe as duas. A loira e a morena.

– Oi, vocês podem me ajudar a voltar para a casa? – diz, segurando um envelope com alguns exames, segundo o próprio.

– Desculpa, mas não temos não. – as duas repetem com um sorriso sem graça no rosto, como se tivessem combinado a resposta.

Ele se fez de muito agradecido – mais que o normal, aliás – e abraçou a primeira em forma de agradecimento. Quando chegou a segunda, acho que ele se perdeu na emoção. Deu aquela bitoquinha muito mais perto dos lábios do que o aceitável e que sempre te deixa na dúvida. Nesse caso, era ele um ‘safadão’ mesmo?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Paisagem

E nesse dia cinzento em São Paulo, olho pela janela do ônibus que me leva todo santo dia para casa. E lá está a cena mais bonita do dia: um mar de pétalas cor de rosa em cima de túmulos do Cemitério da Lapa. Quem diria?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Reparei

Eu tenho a impressão que só eu choro no ônibus. Sim, por incrível que pareça.

Costumo pegar dois ônibus por dia, nos cinco dias da semana e, juro, nunca vi ninguém derrubar uma só lágrima.

Enquanto isso, eu não preciso de muito. Bastam alguns pensamentos e a paisagem passando lá fora para eu não segurar as minhas lágrimas.